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28|01|2013

Orgulho e Preconceito completa 200 anos!

Hoje, 28 de janeiro de 2013, um dos maiores clássicos da literatura mundial completa 200 anos: Orgulho e Preconceito, da escritora britânica Jane Austen. Apesar da idade, a obra continua conquistando fãs a cada ano e a cada nova adaptação do texto, seja para os palcos, para as telinhas ou para as telonas. Caso você ainda não tenha lido, clique no post para saber o porquê do sucesso do livro ;)

A protagonista do livro é Elizabeth Bennet, segunda filha mais velha de uma família de classe média na cidade fictícia de Meryton, não muito longe de Londres. Elizabeth tinha tudo para ser mais uma mocinha típica dos romances da época, que sofriam por amor e ficavam à mercê das vontades paternas e obrigações familiares. Mas Lizzie vai muito além disso e enfrenta os paradigmas da sociedade da época, principalmente em relação à educação, cultura, moral e, é claro, casamento.

A personalidade forte de Elizabeth cativa o leitor durante toda a história, que começa quando o Mr. Bingley chega à cidade. Jovem, bonito e rico, o camarada logo vira o alvo das moças solteiras da cidade. Ele chega acompanhado por sua irmã, Caroline, e por seu amigo, Mr. Darcy. Apesar das inconveniências da Mrs. Bennet, sua filha mais velha, Jane, engata um namorico com o moço. Enquanto isso, durante o baile, Mr. Darcy conhece Elizabeth e, quando pensa que ela não está por perto, faz um comentário desprezando a moça (#deselegante).

Do nada, o Mr. Bingley desiste do namorico com Jane e vai embora de Meryton. Em uma viagem, Elizabeth descobre que o motivo da desistência foi o próprio Mr. Darcy, que desencorajou o amigo a continuar o romance com Jane, a quem considerou socialmente inferior. O irônico é que, justamente quando descobre isso, Elizabeth também descobre que Mr. Darcy está apaixonado por ela. É aí que a personalidade da moça entra em cena e muitos entendidos e mal entendidos recheiam a trama.

Claro que não vamos contar tudo, aí você vai ter que ler. Ou assistir! A obra já teve 4 adaptações no teatro, 2 para a TV (a última foi em 1995, estrelada por Jennfier Ehle e Colin Firth), e 4 para o cinema. Em 2005, a versão mais famosa da obra foi lançada, com Keira Knightley e Matthew Macfadyen nos papeis principais. Dirigido por Joe Wright, o filme concorreu a 4 Oscars, nas categorias de Melhor Atriz, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino.

Para quem quer continuar no ramo literário, Orgulho e Preconceito inspirou outras obras, como O Diário de Bridget Jones (Helen Fielding), The Darcys and the Bingleys (de Marsha Altman), Mr. Darcy’s Daughters (de Elizabeth Aston), e até o super trash Pride and Prejudice and Zombies, escrito por Seth Grahame-Smith. Neste, Elizabeth é mestra em artes marciais e perita no uso das mais diferentes armas, um trunfo para combater a ameaça dos zumbis e outros monstros que estão aterrorizando Meryton. :O

Apesar das paródias e releituras, Orgulho e Preconceito é uma história que não envelhece. Mais que um romance sobre uma moça da classe média e um rapaz aristocrata, a obra é um alerta feminino lançado no meio do século XIX, que enobrece e valoriza a mulher e seu individualismo em meio a uma sociedade patriarcal. Traduzindo em poucas palavras, um livro sobre o girl power brotando no interior da Inglaterra Vitoriana. E sabemos que isso nunca sai de moda.

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Fontes: 1 | 2 | 3
Imagens: Google Imagens e Etsy.

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