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20|01|2012

British Literature #07 – O revolucionário Alan Moore

Vamos pensar em um tipo diferente de literatura nesse mês? No primeiro British Literature de 2012, vamos falar de Graphic Novels e, pra ficar melhor ainda, escolhemos um dos melhores autores de todos os tempos: Alan Moore!

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Alan Moore nasceu na Inglaterra dos anos 50, em Northampton, numa família pobre e em um meio social bem difícil. Em sua adolescência, foi expulso de uma escola muito tradicional e conservadora, o que comprometeu (e muito) seus estudos em outras escolas. Mesmo assim, Alan começou um projeto de revista com seus amigos (a Embryo) e passou a ter mais contato com o Laboratório de Artes de Northampton.

O início

alan-moore-v-vendetta-cultura-inglesa-01Começou seu trabalho como cartunista na história de detetive Roscoe Moscou, e viu que era um péssimo desenhista. Concentrou suas forças em escrever histórias e participou de muitas séries populares de ficção, mas de maneira mais colaborativa, sem muita pressão. Até que entrou na revista Warrior e começou a escrever duas séries importantíssimas para a história dos quadrinhos: Marvelman (também conhecida como Miracleman) e V de Vingança. Esta segunda é mais conhecida aqui no Brasil, com a famosa máscara de Guy Fawkes como maior símbolo do conto sobre a luta pela liberdade em uma Inglaterra fascista, liderada pelo anarquista V. Por estas duas obras, Alan ganhou o prêmio de melhor escritor de quadrinhos pela British Eagle Awards, em 1982 e 1983.

Monstros e o sobrenatural

Moore enveredou pelo tema ecológico com Monstro do Pântano, história que não foi criação dele, mas que assumiu com a missão de reconstruir o personagem e torná-lo mais amplo. Foi nessa época que John Constantine foi apresentado ao público, e depois ganhou sua própria série – Hellblazer. John “trabalha” com o sobrenatural, entre humanos, anjos e demônios. É arrogante, enganador, “boca suja” e fumante agressivo (tanto que quase morreu de câncer de pulmão). A história se popularizou bastante e o personagem ficou famoso e cheio de fãs pelo mundo.

Who watches the Watchmen?

Mas a obra-prima de Alan Moore foi Watchmen. A DC Comics fez a “encomenda” e, em algumas semanas, Moore apresentou o esboço de Watchmen, baseado em uma premissa do filósofo romano Juvenal (60-124 AC): Quis custodiet ipsos custodesQuem vigia os vigilantes? A trama pegou de surpresa o pessoal da DC, que deu liberdade para Alan desenvolver a história a seu modo, e aceitou a sugestão do roteirista para o trabalho de ilustrador: Dave Gibbons.

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Você já parou para pensar em como seria a nossa sociedade se realmente existissem vigilantes e super-heróis andando por aí? Você se sentiria seguro em saber que os combatentes do crime, que deveriam proteger você, não conseguem se proteger deles mesmos, de seus distúrbios mentais, confusão e terror? Esse é o universo de Watchmen, onde esses vigilantes estão inseridos em um mundo “real” e seus superpoderes deram à vitória aos EUA na Guerra do Vietnã.

Mesmo assim, o governo americano aprovou a Lei Keene, que tornava os vigilantes ilegais, com exceção de dois: o semi-deus Dr. Manhattan e o psicopata Comediante. Os outros simplesmente saem de cena, menos Rorschach, que continua atuando ilegalmente no combate ao crime. Quando o Comediante, cuja identidade real era Edward Blake, é assassinado, Rorschach sai das sombras e começa a investigar sua morte. Aos poucos, vai descobrindo que há uma conspiração muito maior acontecendo por trás de tudo.

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Watchmen rendeu a Alan Moore vários prêmios Eisner (o Oscar dos quadrinhos), ganhou um prêmio Hugo em 1988, que até então era exclusivo para obras literárias, foi eleito como um dos 100 melhores romances na lista da revista Times, marcou definitivamente a cultura pop e consagrou o autor como um dos mais geniais roteiristas de Graphic Novels. Mas a trama inteira é assunto para oooutro post!

As obras de Alan também foram para o cinema: Do Inferno (2001), A Liga Extraordinária (2003), Constantine (2005), V de Vingança (2006) e Watchmen (2009). Moore já declarou abertamente que detesta a ideia de adaptarem suas obras para o cinema e, ao contrário de outros roteiristas, como Frank Miller, nunca se envolve nas produções.

Alan Moore é uma prova viva de que o talento pode nascer no meio de qualquer situação social, e que, com prática e aperfeiçoamento, é capaz de originar obras memoráveis.

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Fonte: Wiki
Imagens: Google Imagens

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Comentários (5)

  • Yuri Cruz disse:

    O desenhista de WATCHMEN é DAVE Gibbons, e não Dick, como está na matéria.

  • Não entendo porque vocês não escrevem ou enviam os posts em inglês. Não é uma Cultura Inglesa e todos os alunos não devem ler na mesma língua? Seria mas fácil pra outros também aqui fora poder entender o que está escrito na página. Sou uma antiga aluna da Cultura. Só minha opinião.

    • editor disse:

      Olá, Gleide! Obrigada pelo comentário! Sua observação é muito válida e já estava em nossa pauta de mudanças no blog há algum tempo. Na verdade, nesta primeira fase do trabalho de comunicação da Cultura, falar somente em inglês não está nos planos. Isso porque o foco do blog é falar da cultura inglesa mesmo, não apenas da língua. E por isso, gostaríamos de poder falar e escrever pra todo mundo, e não restringir o conteúdo somente para as pessoas que têm conhecimento da língua. Mas adoramos sua participação e sua sugestão! Vamos estudá-la com muito carinho e ver como podemos adequá-la ao nosso blog. Abraços! :)

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